Cicatriz

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Quando penso em você, pesa-me no peito
algo que faz com que meus olhos risquem minhas veredas
corram o espaço atrás de outras estrelas,
e voltem a cismar porque nada há que dê jeito
e transforme a incerteza das minhas alamedas
em rumos novos, plenos de certezas,
onde se consumam em pavimento todas as mentiras,
endireitem-se as curvas do destino, e tudo seja perfeito:

Não vivo mais pela beleza. Troco perfeição por verso concreto,
Me renego e me bato por este meu coração abjeto.
Ondeio como seus cabelos lisos ao vento, a ignorar as minhas revoluções
De resto, está tudo dito, esqueço do nosso adeus em seu gesto,
corro com meus olhos pelos meus versos de singeleza,
procuro nas entrelinhas qualquer coisa nova, onde possa expiar toda a minha tristeza.

Ou coisa parecida.

[Filipe de Almeida Garrett] – Mais poesias do autor



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