No silêncio da lua

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Maria Giulia

No silêncio da lua,
meu ouvido toca
seu peito cru.

Meu peso é de quem?,
no silêncio da lua,
mão puxa, empurra.

No silêncio da lua,
meu grito não ecoa,
açoita o infinito.

No silêncio da lua,
voa seu movimento,
dentro, pro meu vazio.

No silêncio da lua,
seu bastião finca
minha terra nua.

No silêncio da lua,
minha pele, seu
pelo negro cultua.

Sou sua,
no silêncio da lua,
no silêncio da lua.


[Maria Giulia Pinheiro]

[Conheça o “Da poeta ao inevitável”, livro de estreia de Maria Giulia]



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