Quando a musa cai do altar

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Só assim pra saber,
fez todo esse barulho por quê?
Gritou,
bateu o saltinho no chão,
excomungou homem santo à toa?
Calma ‘filinha’!
Nem tudo se ganha no grito,
nem sempre a briga é boa.
Até que é bonita,
atrevida,
simpática,
inteligente,
mas olhe bem.
Dê uma boa espiada ao seu redor, joinha.
Tem moço belo,
mulher esperta com pernas armadeiras.
O tempo é aliado dos homens ociosos
e sou sempre ocupado,
atrasado.
Não posso me dar ao luxo de ser tão sóbrio,
tão sonso,
tão insosso.
Moça, eu perderia uma noite inteira nesse traço mambembe,
mas sou ‘hômi’ feito
e as rimas que tinha na manga esgotaram-se no 2º ato.
Não por acaso tentei,
fui bom moço,
até chorei quando ninguém podia ouvir.
Mas Valcir disse que meu versejo é de boteco,
um pouco ébrio
e infelizmente para nós dois
vou pagar a conta e partir.
Sabe meu número de telefone e onde moro.
Qualquer coisa liga,
quem sabe não dá quórum ?

[Pedro Henrique Araújo] – Mais poesias do autor



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