Subway

Facebook Twitter Email

Do lado,
bem pertinho.
Há uma pedra no caminho do poeta antigo.
Hoje há crateras nas estradas
iPods nos ouvidos
e uma multidão de pedestres no vão entre o trem e a plataforma.
O destino é do outro lado,
vou só,
sóbrio como um verso de Tatá.
Sambando no chacoalhar desonesto do vagão.
Tá chegando?
Falta quanto?
Olha lá,
barba feita,
cheiro de loção.
Cabelos penteados
e alguma frieza no peito.
Olha lá,
mais um homem que procura amor em outra estação.

[Pedro Henrique Araújo] – Mais poesias do autor



Os comentários estão desativados.