Trago

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Amor perdido
ardiloso
pelo asfalto
ungido
em piche de solidão
amargo
queima pelos cantos
nos bueiros
penetra em sonhos
cansados
distorce uma morte
anunciação
mas a vida é trago
amargurado
cinza de cigarro
dissolvida
em cada pele úmida
perdão
por isso em mirante
suspenso
amálgama das mãos
no horizonte
sem amarração absurda
enfim.

[Fabio Navarro] – Mais poemas do autor



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