Túmulo de sentimentos

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Constante solidão de corpos já póstumos
Entre uns ladrilhos e outros tantos impostos
Distante do foco com atenção te renovo
Meus lábios tão como terremoto
Entre outros tão deitados quantos nós
Não me movo
nem me renovo.

Sinto o peso do passado
Posto em túmulo de concreto
Mármore de solidão

Tanto quero esta parede ao chão
Como quero este teu coração.
Se mais nada se faz
Em teus olhos sofrer é fugaz
Tanto sangue e paz
Quantas saudades, nenhuma paz.

[Fabio Barreira] – Mais poesias do autor



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